Micose Sistêmica: Quando o Inimigo Está Dentro do Corpo

Publicado por: Feed News
22/03/2025 21:12:35
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Ilustração Cortesia Editorial Ideia
Ilustração Cortesia Editorial Ideia

Quando os Fungos Passam dos Pés para os Órgãos: Entenda o Risco da Micose Sistêmica

Fungos que ultrapassam a pele e atingem órgãos internos podem se tornar um risco silencioso à vida.

Você pode até imaginar que micose seja apenas um incômodo superficial, limitado à pele ou às unhas. No entanto, a micose sistêmica é uma condição grave e potencialmente fatal, causada pela proliferação descontrolada de fungos no interior do organismo. Saber reconhecer os sintomas e buscar o diagnóstico precoce pode ser essencial para evitar complicações sérias.

 

O que é Micose Sistêmica?

A micose sistêmica, também conhecida como candidíase sistêmica ou apenas candidíase, é uma infecção fúngica profunda que atinge órgãos internos como fígado, medula óssea, pulmões, trato urinário e até o cérebro. Os fungos mais frequentemente envolvidos são as leveduras do tipo Candida e Aspergillus, que, quando em excesso, podem escapar do trato digestivo ou da pele e invadir a corrente sanguínea — o que caracteriza a chamada candidemia.

 

Como a Micose Sistêmica é Diagnosticada?

Devido à sua variedade de manifestações, o diagnóstico exige atenção médica especializada. Os exames mais comuns incluem culturas fúngicas, biópsias, exames histopatológicos, swabs e até endoscopias, dependendo do local afetado. Um diagnóstico rápido e preciso pode evitar a progressão da infecção para órgãos nobres.

 

Sintomas que Precisam de Atenção

Os sinais de um corpo acometido por fungos podem ser vagos, mas alguns sintomas merecem preocupação, tais como:

  • Distúrbios digestivos, como constipação ou diarreia;

  • Fadiga crônica e sensação constante de cansaço;

  • Cefaleias e confusão mental;

  • Rachaduras na pele, coceira e descamação;

  • Infecções urinárias de repetição;

  • Micoses recorrentes na pele e unhas;

  • Dores reumáticas e articulares sem causa aparente;

  • Imunidade baixa e aumento da suscetibilidade a infecções.

Esses sinais não devem ser ignorados, pois podem indicar uma infecção fúngica invasiva.

 

O que Causa a Micose Sistêmica?

Mesmo pessoas com hábitos de higiene adequados estão expostas. Os principais fatores de risco incluem:

  • Imunidade comprometida, como em tratamentos com quimioterapia, uso prolongado de antibióticos ou doenças autoimunes;

  • Ambientes contaminados, como chuveiros públicos, academias e piscinas;

  • Dieta pobre em nutrientes, que enfraquece a flora intestinal — um dos pilares da imunidade;

  • Estresse crônico, que afeta diretamente o sistema imunológico.

 

A Micose Pode Chegar ao Cérebro?

Infelizmente, sim. A infecção do sistema nervoso central (SNC) por fungos pode causar meningite fúngica ou abscessos cerebrais. Os principais sintomas incluem:

  • Dores de cabeça intensas e persistentes;

  • Distúrbios de memória ou confusão;

  • Problemas visuais súbitos;

  • Febre alta e sonolência excessiva.

Esses casos exigem intervenção médica imediata e tratamento intensivo.

 

Quanto Tempo Leva para Eliminar Fungos do Corpo?

O tratamento da infecção fúngica sistêmica pode variar de algumas semanas a meses, dependendo da resposta imunológica do paciente e da extensão da infecção. Casos mais graves exigem internação e monitoramento contínuo.

 

Como Tratar a Micose Sistêmica?

O tratamento geralmente combina:

  • Antifúngicos potentes, como fluconazol, anfotericina B ou micafungina;

  • Fortalecimento da imunidade, com uso de probióticos, mel, alho e suplementação, se necessário;

  • Adoção de uma dieta equilibrada e hábitos que favoreçam a recuperação da microbiota intestinal.

Não se deve ignorar os sintomas ou optar por tratamentos caseiros em casos graves. O acompanhamento médico é indispensável.

 

Conclusão

A micose sistêmica é uma doença silenciosa e perigosa, mas que pode ser controlada com diagnóstico precoce e tratamento adequado. Fique atento aos sinais do seu corpo e não subestime os fungos — eles podem causar danos severos à saúde se não forem combatidos a tempo.

 

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