Organização Mundial da Saúde redefine juventude e provoca debate sobre políticas públicas e envelhecimento saudável.
Organização Mundial da Saúde amplia os limites de idade e redefine o que é ser jovem
Em resposta ao envelhecimento populacional global, a Organização Mundial da Saúde (OMS) atualizou sua classificação etária, promovendo uma importante mudança de paradigma: a juventude agora se estende até os 45 anos de idade.
A medida reflete uma tendência crescente em várias regiões do mundo, onde os avanços na educação, na medicina, na nutrição e na qualidade de vida têm permitido que os indivíduos mantenham capacidades físicas e cognitivas por mais tempo.
Nova divisão por faixas etárias segundo a OMS:
Juventude: até 45 anos
Meia-idade: de 46 a 60 anos
Velhice: de 61 a 75 anos
Idade senil: de 76 a 90 anos
Centenários: acima de 90 anos
Essas atualizações podem gerar reflexos significativos em áreas como políticas públicas, reformas da previdência, mercado de trabalho e até mesmo em abordagens educacionais e de qualificação profissional para adultos.
Um estudo conjunto da própria OMS com médicos da Universidade de Columbia (EUA) reforça a legitimidade da revisão. Os pesquisadores observaram uma redução notável no ritmo do envelhecimento cognitivo nas últimas décadas, especialmente entre indivíduos nascidos após a Segunda Guerra Mundial. As descobertas foram publicadas na revista Nature.
Segundo o professor John Beard, da Universidade de Columbia, "os dados revelam uma melhora substancial nas funções cognitivas em idosos, o que pode até reverter padrões antigos de envelhecimento precoce".
Essas conclusões se baseiam em grandes estudos longitudinais conduzidos no Reino Unido e na China, como os projetos ELSA e CHARLS, que acompanham há anos a saúde de mais de 26 mil idosos. Os participantes, com 60 anos ou mais, vêm sendo monitorados por cientistas para entender o impacto da longevidade no cérebro e no corpo humano.
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