Aneurisma Dissecante da Aorta: A Condição que Mata em Minutos e Poucos Conhecem

Publicado por: Feed News
03/04/2025 19:45:27
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Ilustração Cortesia Editorial Ideia
Ilustração Cortesia Editorial Ideia

Aneurisma Dissecante da Aorta: A Emergência Silenciosa que Pode Ser Fatal

 

Quando o Corpo Alerta Tarde Demais

O falecimento de uma jornalista de 74 anos na data de hoje, figura respeitada na TV baiana, acendeu um importante alerta sobre uma das condições cardiovasculares mais graves e menos compreendidas pela população: o aneurisma dissecante da aorta. Essa enfermidade, apesar de pouco comentada, representa uma emergência médica que, se não identificada e tratada rapidamente, pode levar à morte súbita.

Mas afinal, o que é esse aneurisma dissecante? Quais os sinais que o corpo emite? Existe prevenção possível? Vamos esclarecer tudo neste artigo.

 

O Que É o Aneurisma Dissecante da Aorta?

A aorta é a maior artéria do corpo humano. Ela sai diretamente do coração e se ramifica para distribuir sangue rico em oxigênio para todos os órgãos. Um aneurisma dissecante da aorta acontece quando há um rompimento na camada interna da parede da aorta. Esse rompimento permite que o sangue se infiltre entre as camadas da artéria, criando uma separação (ou “dissecção”) que compromete o fluxo sanguíneo normal e pode levar à ruptura total da artéria — uma situação frequentemente fatal.

 

Sintomas: O Corpo Fala, Mas Poucos Escutam

Diferente de outras doenças cardiovasculares mais populares, como o infarto, a dissecção da aorta costuma se manifestar com sintomas menos conhecidos. Os principais incluem:

  • Dor súbita e intensa no peito ou nas costas, descrita como sensação de rasgo ou queimação.

  • Dor que irradia para o abdômen ou pernas (quando a dissecção avança).

  • Diferença de pulso ou pressão arterial entre os braços.

  • Desmaio, tontura ou confusão mental, se houver comprometimento cerebral.

  • Falta de ar, sudorese e agitação extrema.

Em muitos casos, esses sintomas são confundidos com um infarto ou crise de ansiedade, retardando o diagnóstico — o que pode ser fatal.

 

Causas e Fatores de Risco

A maioria dos casos de dissecção aórtica ocorre em pessoas com histórico de pressão alta não controlada, mas há outros fatores que aumentam o risco:

  • Hipertensão arterial crônica (principal fator).

  • Envelhecimento natural das artérias (mais comum após os 60 anos).

  • Histórico familiar de doenças aórticas.

  • Síndromes genéticas, como Marfan e Ehlers-Danlos.

  • Aterosclerose (acúmulo de placas de gordura).

  • Traumas no peito, como em acidentes de carro.

  • Uso de drogas estimulantes, como cocaína.

  • Gravidez em mulheres com predisposição genética.

 

Diagnóstico e Tratamento

O diagnóstico é feito geralmente por tomografia computadorizada, ecocardiograma transesofágico ou ressonância magnética, exames que conseguem visualizar a parede da aorta e o trajeto da dissecção.

O tratamento é cirúrgico de urgência nos casos mais graves, principalmente quando a dissecção atinge a parte ascendente da aorta. Já nas dissecções mais distais (abaixo do arco aórtico), pode-se optar inicialmente por tratamento medicamentoso, com controle rigoroso da pressão arterial, e posterior intervenção cirúrgica eletiva.

 

Prevenção: A Melhor Alternativa

Embora não se possa impedir todas as ocorrências — especialmente aquelas causadas por fatores genéticos —, é possível reduzir drasticamente o risco com algumas medidas:

  • Controle rigoroso da hipertensão arterial.

  • Check-ups periódicos com cardiologistas.

  • Evitar o tabagismo e o consumo de drogas ilícitas.

  • Manter alimentação equilibrada e prática regular de atividade física.

  • Realizar exames de imagem em pessoas com histórico familiar.

Para pacientes com síndromes genéticas, o acompanhamento com especialistas e a adoção de medicamentos específicos pode ser essencial desde cedo.

 

Conclusão

A morte de uma figura pública pode servir de alerta para que a sociedade preste atenção em condições de saúde silenciosas, mas letais. O aneurisma dissecante da aorta é um inimigo oculto que exige vigilância, informação e prevenção.

O corpo costuma avisar. Cabe a nós escutá-lo, agir rapidamente e buscar orientação médica sem medo ou demora. A informação pode, literalmente, salvar vidas.

 

Próximo artigo sugerido:

“O Que é um Ecocardiograma Transesofágico e Quando Ele Pode Salvar Vidas”

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