IA revela dois novos tipos de esclerose múltipla e muda o futuro do tratamento

Publicado por: Feed News
31/12/2025 20:00:00
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A inteligência artificial permitiu identificar padrões invisíveis da esclerose múltipla, abrindo caminho para tratamentos mais eficazes.
A inteligência artificial permitiu identificar padrões invisíveis da esclerose múltipla, abrindo caminho para tratamentos mais eficazes.

Descoberta feita no Reino Unido com apoio de inteligência artificial redefine a compreensão da esclerose múltipla e inaugura uma nova era na neurologia.

 

A esclerose múltipla acaba de entrar em uma nova fase da medicina moderna. Pesquisadores do University College London identificaram dois novos subtipos biológicos da doença, utilizando inteligência artificial, exames de sangue e ressonância magnética cerebral.

 

A esclerose múltipla é uma doença autoimune crônica que afeta o sistema nervoso central, podendo causar fadiga intensa, dificuldades motoras, alterações cognitivas e perda progressiva de autonomia. Até recentemente, sua classificação se baseava quase exclusivamente na evolução clínica dos sintomas.

 

O novo estudo, publicado na revista científica Brain, analisou dados de 600 pacientes e utilizou um modelo avançado de aprendizado de máquina para identificar padrões ocultos da doença. O resultado foi a identificação de dois subtipos distintos, baseados no comportamento de um biomarcador sanguíneo chamado cadeia leve do neurofilamento sérico (sNfL).

 

Essa proteína indica o grau de dano às células nervosas. Em um dos subtipos, os níveis de sNfL aumentam precocemente, revelando uma forma mais agressiva da doença. No outro, a elevação ocorre de forma lenta e progressiva, caracterizando um curso mais silencioso.

 

A descoberta muda profundamente a forma como a esclerose múltipla é compreendida, deixando claro que não se trata de uma única doença, mas de diferentes processos biológicos que exigem abordagens terapêuticas distintas.

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