Atriz enfrentava câncer de pâncreas e estava no terceiro protocolo de quimioterapia; velório será realizado no Teatro Alberto Maranhão, em Natal.
Morreu neste sábado (11), aos 48 anos, a atriz potiguar Titina Medeiros, após uma dura batalha contra um câncer de pâncreas. A artista estava em tratamento oncológico e já havia iniciado o terceiro protocolo de quimioterapia, quando seu estado de saúde se agravou.
A confirmação da morte foi feita pelo empresário Marcílio Amorim. O velório acontecerá no Teatro Alberto Maranhão, em Natal (RN), espaço simbólico para a cultura potiguar e para a trajetória da atriz. Até o momento, não foram divulgadas informações sobre o horário da cerimônia.
Titina Medeiros ganhou projeção nacional ao conquistar o grande público com seu carisma e talento, especialmente pelo papel de destaque na novela Cheias de Charme, onde se consolidou como um dos nomes mais queridos da dramaturgia recente.
Sua morte causa comoção no meio artístico e reacende um alerta importante sobre o câncer de pâncreas, uma das neoplasias mais agressivas e silenciosas da medicina.
O câncer de pâncreas se desenvolve em um órgão fundamental para a digestão e o controle da glicose no sangue. Trata-se de uma doença que, na maioria dos casos, é diagnosticada em estágio avançado, o que dificulta o tratamento e reduz as chances de cura.
Entre os principais fatores de risco estão:
Tabagismo
Obesidade
Diabetes
Histórico familiar
Consumo excessivo de álcool
Um dos maiores desafios do câncer de pâncreas é que seus sintomas iniciais são inespecíficos, como:
Dor abdominal vaga
Perda de peso inexplicável
Fraqueza
Icterícia (pele e olhos amarelados)
Alterações digestivas
Por isso, muitos pacientes só descobrem a doença quando ela já está em estágio avançado, exigindo tratamentos agressivos, como múltiplos protocolos de quimioterapia.
A partida de Titina Medeiros deixa um vazio na cultura brasileira, mas também transforma sua história em alerta de saúde pública. Falar sobre câncer de pâncreas é falar sobre atenção aos sinais do corpo, acesso ao diagnóstico e importância da informação.
Transformar a perda em conscientização é uma forma legítima de homenagem.