O fígado avisa em silêncio: os sinais ignorados que podem estar pedindo socorro

Publicado por: Feed News
19/01/2026 14:00:00
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Mesmo sem dor, o fígado pode dar sinais claros de que algo não vai bem/ Freepik
Mesmo sem dor, o fígado pode dar sinais claros de que algo não vai bem/ Freepik

Ausência de dor não significa ausência de doença: entenda como o fígado se comunica com o corpo e por que milhões de brasileiros só descobrem o problema tarde demais

 

O fígado é um dos órgãos mais estratégicos do corpo humano — e, paradoxalmente, um dos mais negligenciados. Ele trabalha sem pausa, filtra toxinas, regula o metabolismo, participa da digestão e equilibra substâncias vitais para a vida. Ainda assim, quando começa a falhar, raramente grita. O fígado sussurra.

 

É justamente esse silêncio que torna as doenças hepáticas tão perigosas. Diferentemente de outros órgãos, o fígado não costuma provocar dor nas fases iniciais de inflamações, acúmulo de gordura ou sobrecarga metabólica. O resultado é um cenário preocupante: milhões de pessoas convivem com alterações hepáticas sem qualquer diagnóstico.

 

Estudos clínicos indicam que grande parte dos casos de esteatose hepática — popularmente conhecida como gordura no fígado — evolui de forma silenciosa. Quando os sintomas se tornam evidentes, o órgão já pode estar inflamado, fibrosado ou com comprometimento funcional relevante.

 

Os sinais que o corpo dá quando o fígado está em alerta

Embora não doa, o fígado se manifesta por meio de alterações sistêmicas. O problema é que esses sinais são facilmente confundidos com cansaço, má alimentação ou estresse crônico. Entre os alertas mais comuns estão:

 

O amarelamento da pele ou do branco dos olhos, conhecido como icterícia, que indica dificuldade do fígado em metabolizar a bilirrubina.


O surgimento de pequenos vasos aparentes na pele, reflexo de desequilíbrios hormonais e circulatórios.


O aumento do baço, frequentemente associado a doenças hepáticas avançadas.


Inchaços abdominais recorrentes, sem causa gastrointestinal clara.


Vermelhidão persistente nas palmas das mãos, um sinal clássico de alteração hepática crônica.

 

Essas manifestações não surgem por acaso. Elas revelam que o fígado está sobrecarregado e já não consegue desempenhar suas funções com eficiência.

 

Por que o fígado adoece tanto na vida moderna

A rotina contemporânea criou o ambiente perfeito para o adoecimento hepático. Dietas ricas em açúcar, ultraprocessados e bebidas alcoólicas, aliadas ao sedentarismo e ao sono desregulado, impõem ao fígado uma carga constante de trabalho. Soma-se a isso um hábito cultural perigoso: a automedicação.

 

Medicamentos aparentemente inofensivos, quando usados sem orientação ou por longos períodos, podem causar toxicidade hepática. O fígado até consegue compensar por um tempo, mas cobra a conta mais adiante.

 

Onde a dor aparece — quando aparece

Quando a dor finalmente surge, geralmente se manifesta no lado superior direito do abdômen, abaixo das costelas. Esse desconforto não vem do fígado em si, mas da distensão da cápsula que o envolve ou de estruturas associadas, como o trato biliar. Nesse estágio, o problema costuma estar longe de ser inicial.

 

Cuidar do fígado é cuidar do futuro

A boa notícia é que o fígado tem alta capacidade de regeneração, desde que receba condições adequadas. Reduzir o consumo de açúcar e álcool, priorizar alimentos naturais, manter atividade física regular, dormir bem e evitar a automedicação são atitudes simples, mas decisivas.

 

Ouvir os sinais sutis do corpo pode ser a diferença entre prevenção e tratamento tardio. Quando o fígado fala em silêncio, prestar atenção não é opcional — é vital.

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