Herpes: 10 mitos e verdades que vão mudar o que você sabe sobre essa infecção

Publicado por: Feed News
18/02/2026 09:00:00
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Informação é a melhor forma de prevenção e combate ao preconceito.
Informação é a melhor forma de prevenção e combate ao preconceito.

Bilhões de pessoas no mundo vivem com herpes, mas a desinformação ainda é a maior epidemia. Separamos os fatos das fake news para você se cuidar sem tabus.

 

Você sabia que mais de 3,8 bilhões de pessoas no mundo têm o vírus do herpes simples tipo 1? Pois é, provavelmente você conhece alguém que tem — ou talvez você mesmo tenha e nem saiba.

 

Apesar de ser uma das infecções mais comuns do planeta, o herpes ainda vive no armário dos preconceitos e da desinformação. Muita gente acha que é "frescura", que só pega quem é "promíscuo" ou que aparece só quando a pessoa está nervosa.

 

A verdade? O herpes não escolhe idade, gênero ou classe social. Ele simplesmente... existe. E quanto mais você souber sobre ele, menos medo — e menos julgamento — vai pairar sobre o assunto.

 

Preparamos uma lista com 10 mitos e verdades que vão te surpreender. Preparado para ter sua mente desbloqueada?

 

1. "Herpes só aparece em quem é relaxado com a higiene"

MITO! E dos grandes!

O herpes não tem absolutamente NADA a ver com falta de higiene. Ele é causado por um vírus (HSV-1 ou HSV-2) que é transmitido pelo contato direto com a pele ou mucosas de uma pessoa infectada.

Você pode tomar três banhos por dia, usar enxaguante bucal e álcool em gel até nos cotovelos que, se teve contato com o vírus, ele pode se manifestar. A higiene impecável não impede a ativação viral — quem dera fosse tão simples!

 

2. "Quem tem herpes sabe quando vai ter uma crise"

MITO... OU MELHOR, DEPENDE.

Muitas pessoas sentem os famosos "pródromos" — aqueles sinais de que algo vem por aí: formigamento, coceira ou ardência no local onde as bolhas costumam aparecer. É como se o corpo mandasse um aviso: "ó, prepara que lá vem crise".

Mas tem gente que é pega de surpresa. As bolhas simplesmente aparecem sem aviso prévio. E tem ainda aquelas pessoas sortudas (ou nem tanto) que têm o vírus mas nunca tiveram sintoma algum na vida. O vírus está lá, quietinho, só esperando uma oportunidade.

 

3. "Herpes só é transmitido quando tem ferida visível"

MITO PERIGOSO!

Essa é uma das maiores fontes de transmissão do vírus. Embora o risco seja maior durante as crises ativas (com bolhas e feridas), o herpes pode ser transmitido mesmo quando a pessoa não tem sintoma algum.

Chamamos isso de "eliminação viral assintomática". O vírus resolve dar um passeio até a superfície da pele, mesmo sem causar lesões, e pode ser transmitido nesse contato. Estima-se que isso aconteça em 1% a 3% do tempo em pessoas com HSV-2 — o que não é pouco, não.

 

4. "Herpes genital é sempre causado por HSV-2"

MITO!

Essa confusão é antiga. O HSV-1 (aquele clássico da "ferida no lábio") também pode causar herpes genital. Como? Através do sexo oral, é claro!

Uma pessoa com herpes labial ativo faz sexo oral em alguém e... pronto: o HSV-1 encontrou um novo lar na região genital. Aliás, os especialistas têm notado um aumento nos casos de herpes genital causado por HSV-1 exatamente por causa dessa prática.

 

5. "Tem cura? Dá pra eliminar de vez?"

VERDADE: NÃO TEM CURA, MAS TEM CONTROLE.

Pois é, não é a notícia que você queria ouvir, mas é a verdade. Uma vez infectado, o vírus do herpes instala seu QG no seu corpo (mais especificamente nos gânglios nervosos) e fica lá... para sempre.

Mas calma, nem tudo está perdido! Os antivirais modernos são excelentes para controlar as crises, reduzir a frequência com que elas aparecem e diminuir o risco de transmissão. Ou seja: não dá para matar o monstro, mas dá para mantê-lo bem dormindo.

 

6. "Só pega herpes quem tem vida sexual ativa"

VERDADE... PELA METADE.

O HSV-2 realmente é quase sempre transmitido por via sexual. Mas o HSV-1, o queridinho das festinhas? Esse pode ser pego na infância, com um beijo de tia avó, compartilhando o copo da prima ou usando o talher da vovó.

Muita gente vive décadas com HSV-1 sem saber, achando que aquela "feridinha" que apareceu uma vez na vida foi só uma afta braba. A transmissão não sexual é extremamente comum.

 

7. "Estresse faz o herpes aparecer"

VERDADE! (E COMO!)

Seu corpo é uma orquestra, e o estresse é aquele músico bêbado que desafina tudo. Quando você passa por períodos de estresse intenso (físico ou emocional), seu sistema imunológico fica mais vulnerável.

É nessa hora que o vírus, espertinho, aproveita a brecha para se replicar e causar aquelas bolhas incômodas. Outros gatilhos comuns? Febre (sim, outras infecções podem ativar o herpes), exposição solar excessiva, cansaço extremo e até TPM.

 

8. "Herpes é super raro"

MITO ABSURDO!

Vamos aos números (e prepara que eles são impressionantes):

  • HSV-1: 3,8 bilhões de pessoas no mundo (sim, BILHÕES) — mais da metade da população global com menos de 50 anos.

  • HSV-2: 520 milhões de pessoas entre 15 e 49 anos.

Ou seja: raro é encontrar alguém que NÃO tenha tido contato com o vírus. O problema é que muitas pessoas não desenvolvem sintomas ou os sintomas são tão leves que passam despercebidos. Por isso a falsa impressão de que "ninguém tem".

 

9. "Herpes é sempre aquelas bolhas feias nos lábios"

MITO!

O herpes é democrático: pode aparecer em vários lugares! Claro que o mais comum é ao redor dos lábios e na região genital, mas também pode surgir em:

Dedo (chamado de "panarício herpético" — comum em dentistas e profissionais de saúde)

Olhos (herpes ocular — situação séria que requer atendimento urgente)

Bumbum e coxas

Dentro da boca (confundido com aftas, mas são lesões diferentes)

 

10. "Herpes é inofensivo e não causa problemas sérios"

DEPENDE. PODE SER VERDADE... MAS NEM SEMPRE.

Para a maioria das pessoas, o herpes é realmente um incômodo passageiro: uma crise aqui, outra ali, e pronto. Mas existem situações onde ele pode ser perigoso:

Recém-nascidos: se a mãe tem uma crise ativa no momento do parto, o bebê pode ser infectado — e para ele, a infecção pode ser gravíssima.

Imunossuprimidos: pessoas em tratamento de câncer, transplantadas ou com HIV podem ter crises muito mais graves e prolongadas.

Olhos: o herpes ocular, se não tratado corretamente, pode levar à cegueira.

 

BÔNUS: O QUE FAZER SE VOCÊ TEM HERPES?

Procure um médico: sim, o básico. Ele vai avaliar seu caso e prescrever a melhor conduta (antivirais orais ou pomadas).

Evite contato durante as crises: sem beijos, sem sexo, sem compartilhar objetos pessoais.

Fortaleça sua imunidade: alimentação equilibrada, sono de qualidade e gestão do estresse fazem toda a diferença.

Use protetor labial com FPS: sol é gatilho comum para crises recorrentes.

Informe parceiros: comunicação é tudo. Seus parceiros merecem saber para tomarem decisões conscientes sobre a própria saúde.

 

Conclusão

O herpes é um daqueles temas que a gente precisa olhar sem vergonha e sem julgamento. Não é sentença, não é fim de mundo, não define caráter de ninguém. É apenas um vírus — chato, incômodo, mas perfeitamente manejável com informação e acompanhamento médico.

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Fontes: Medical News Today, OMS, Healthline

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