Governo evita desabastecimento de quimioterápico

Publicado por: Feed News
24/04/2026 21:56:11
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Lote emergencial de ciclofosfamida adquirido pelo Governo Federal garante tratamento oncológico no SUS até julho.
Lote emergencial de ciclofosfamida adquirido pelo Governo Federal garante tratamento oncológico no SUS até julho.

Compra internacional emergencial assegura continuidade da terapia contra câncer de mama, ovário, linfomas e leucemias após falha de fornecedor nacional.

 

Falha nacional, solução internacional: como o SUS evitou a interrupção do tratamento de milhares de pacientes

O que acontece quando o único laboratório do país capaz de produzir um quimioterápico essencial enfrenta dificuldades técnicas? A resposta do Governo do Brasil veio em menos de um mês: compra internacional emergencial, distribuição imediata e estoque garantido até julho.

O medicamento é a ciclofosfamida, um dos pilares da quimioterapia no Sistema Único de Saúde (SUS). Sem ela, tratamentos contra câncer de mama, ovário, linfomas e leucemias poderiam ser interrompidos. O risco de desabastecimento era real, mas não se concretizou.

 

Ação rápida com recursos federais

O Ministério da Saúde investiu mais de R$ 1 milhão na aquisição internacional do fármaco por meio do Fundo Estratégico da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS). No total, foram adquiridas 140 mil unidades, sendo:

100 mil comprimidos de 50 mg

40 mil frascos-ampola de 1 g

O primeiro lote, com 7 mil ampolas, já chegou ao Brasil. O Instituto Nacional do Câncer (Inca), no Rio de Janeiro, foi um dos primeiros contemplados, recebendo 377 frascos-ampola.

 

Garantia até julho

De acordo com a secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde, Fernanda De Negri, o abastecimento dos estoques do SUS está garantido até julho — prazo estabelecido pelo fornecedor nacional para regularizar sua produção.

“Não há desabastecimento na rede pública. O Ministério da Saúde agiu de forma estratégica para assegurar o estoque diante da dificuldade de produção apresentada pela empresa responsável”, afirmou a secretária.

 

Distribuição inteligente e sem desperdício

Diferente de uma compra sem critério, o governo realizou um estudo detalhado com base:

Na necessidade apresentada por cada centro de referência em oncologia

No uso médio mensal do medicamento

A distribuição será gradativa, conforme agendamento prévio, e o envio às demais instituições ocorrerá de forma ordenada.

 

O que muda depois de julho?

Com a regularização da oferta no mercado nacional, a aquisição e disponibilização da ciclofosfamida voltarão a ser realizadas pelos Centros de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (Cacons) e pelas Unidades de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (Unacons). O acesso do paciente segue garantido pela Autorização de Procedimentos de Alta Complexidade (APAC).

 

Importação prioritária

O Ministério da Saúde já solicitou à Anvisa que priorize a análise dos processos de importação do medicamento. As duas pastas se reúnem semanalmente para monitorar estoques e a capacidade de oferta do mercado nacional, assegurando que nenhum paciente seja deixado para trás.

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